sábado, 30 de janeiro de 2010

Giro pela Bienal - Parte 2

Depois das análises de desfile, aqui vão mais algumas fotinhos da Bienal, nessa edição da SPFW



Patrícia Koslinski do GNT entrevista Erika Palomino: Na saída do desfile da Osklen, Erika é abordada por Patrícia e convidada a falar do tema desse ano.
Erika fala da importância da internet e das comunidades, e como estamos cada vez mais conectados. E afirma: "Essa é a SPFW do twitter".



Enquanto isso, Fernanda Tavares também era entrevistada.



No andar de cima, encontrei Tchaka, a drag, que foi super fofa com Erica, a blogueira que vos fala.



Na platéia do desfile da Osklen, sentei do lado dessas beldades: Samanta Aguiar e Bianca Exótica. Ah.. a Bianca amooooou meu sapato, tá meu bem !!!



Bônus: Já falei do desfile da Osklen, mas não tinha postado essas fotos que tirei no final do desfile.



Os modelos na cor preta.



Os tricots listrados.



E os modelos na cor cru que tanto gostei.


E pra fechar com chave de ouro, meu look arrasante.

Consegui postar coisas bem bacanas durante a semana, como havia prometido. Agora vou ficar uns dias fora da web, por que irei fazer uma viagem rumo à natureza. Mas daqui uma semana estou de volta, e então termino de postar os desfiles e muito mais...

Bjsss
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SPFW Inverno 2010 - Desfiles



Samuel Cirnansck

Fusão entre arte, decoração e surrealismo: Essas são as palavras que definem o desfile de Samuel Cirnasck.
Técnicas de decoração como estofados e tapeçaria foram mesclados às roupas, mostrando resultados muito interessantes, como peças de alfaiataria, vestidos de festa, e até a saia mesa, que já valeu o desfile inteiro.







Destaque também para os chapéus abajur bordados e com acabamento em vidrilhos, que enriqueceram a estética do desfile (e bem que poderiam fazer parte de um figurino da Lady GaGa).







Vários designers já apostaram nessa mistura, como Hussein Chalayan e até Alexander Mcqueen. A surpresa foi ver um desfile assim em uma sala da SPFW, e vale dizer que esse desfile eleva Samuel a um nível de designer internacional.







Cores: Cinza, preto, branco, nude, off white, dourado, prata e vermelho.
Formas: Volumosas ou muuuuuito volumosas, para dar força à proposta surrealista.
Materiais: Tweed, lã, couro sintético de poliamida, cetim e “tecido” de silicone.
Acessórios: Sapatos meia pata e chapéus abajur.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

SPFW Inverno 2010 - Desfiles



Maria Garcia

A coleção da Maria Garcia teve um processo de criação no mínimo incomum. A inspiração foi a década de 90, e suas respectivas bandas e outras manifestações artísticas.
Uma personagem foi criada inspirada nos álbuns da banda norte americana Cake. Seu nome é Daria (uma das músicas da banda) e a idéia era criar um guarda roupa para essa menina que é moderna e descolada, mas acima de tudo, sofisticada.









A partir daí, foram mescladas outras influências como o R&B e o hip hop, que apareceram nas formas e estampas.
Elementos do guarda roupa masculino como bolsos, capuz, palas e punhos foram mesclados nas peças de tecidos finos, como seda, renda, cetim e georgete. Os detalhes ficam por conta dos zíperes, franjas e laços.








O resultado foi uma cara mais streetwear para uma marca que costuma ser sofisticada.
Esse foi um dos desfiles que mais me conquistou nesta temporada. No meio dessa overdose de 80’s que se tornou o Fashion Rio e a SPFW, ao menos uma marca teve inspiração em outra década.
A partir de agora, tudo que é 80’s vai decair um pouco. Anos 90 é tendência certa.
E Maria Garcia soube como ninguém aproveitar essa tendência sem cair nos clichês.






Cores: Preto, chumbo, cinza, nude, prata, dourado, branco, vermelho, pink e verde flúor.
Formas: Amplas e masculinas, mescladas com femininas.
Materiais: Tecidos de alfaiataria, cetim, georgete, renda, seda e malha beachwear metalizada.
Acessórios: Sandálias, galochas e cachecóis.

SPFW Inverno 2010 - Desfiles



Maria Bonita

A grife Maria Bonita inspirou-se na obra de Lina Bo Bardi para fazer a sua coleção de inverno.
A obra da arquiteta é muito vasta, dentre elas compreende-se a casa de vidro (Instituto Pietro Maria Bardi) e até o prédio do Masp.
Fora isso, Lina sempre produziu para o teatro, cinema, artes plásticas, design de interiores e foi curadora de diversas exposições de arte. Reza a lenda que também criava suas próprias roupas e jóias.







As principais características de suas construções são o uso do concreto puro, sem que haja outro tipo de acabamento, e as tubulações e fiações aparentes.
Ou seja, a principal característica de Lina era o minimalismo com materiais simples, mas que com o conjunto da obra, tinham sua sofisticação.




É essa característica que a Maria Bonita pegou para sua coleção, que para continuar o ciclo de desfiles em locações diferenciadas, este foi realizado no SESC Pompéia, que inclusive faz parte da obra de Lina Bo Bardi.
Blocos de concreto com fendas foram construídos com recortes pregados à mão. Tramas e urdumes de feltro em diferentes cores faziam as vezes das fiações e tubulações de Lina.





Também foram muito exploradas as fendas e transparências, em recortes, tecidos segunda pele e devorês.
O ponto alto do desfile foram as sobreposições de peças com transparências e apliques geométricos.
A coleção foi simples, ao estilo de Maria Bonita, sem deixar de ser criativa e sofisticada. Neste ponto, a grife e o trabalho de Lina Bo Bardi têm muito em comum.





Cores: Preto, chumbo, concreto, cinza, mescla cinza, tons terrosos, verde bandeira, verde musgo, branco, vermelho e índigo.
Formas: Esportivas: Soltinhas e confortáveis mas sem deixar de ser femininas.
Materiais: Tecidos de alfaiataria, tules, feltros.
Acessórios: Pulseiras e broches com formas geométricas e sapatos sem salto e anabela.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

SPFW Inverno 2010 - Desfiles



Osklen

A Osklen resolveu deixar a rua e a praia um pouco de lado e apostou em uma abordagem mais conceitual.
Para o inverno, trouxe para a passarela nômades espaciais, que viajam de lá pra cá com suas roupas compartimento.





A proposta era fazer um inverno que lembrasse nossos verões, e essa cara de verão ficou por conta dos comprimentos mini e micro. Já nos primeiros looks o que foi apresentado foram maiôs e sungas.




As construções eram feitas na maioria a partir do feltro de lã, que confere a estrutura necessária para tais construções. Daí, vinham as pregas, dobraduras e tressets que faziam as mais inusitadas formas.




Das roupas, surgiam compartimentos quadrados, que ora saíam das costas e ora ficavam de lado e lembravam mochilas.
Também teve misturas de tecidos mais pesados com leves, que inclusive, funcionaram muito bem.
Os tricots pesados foram um ponto alto, pois apresentaram formas mais desconstruídas e lembravam o inverno de fato. Por serem listrados de laranja e pink no fundo preto, lembravam um pouco a estética grunge.





No final vieram os modelos na cor cru e para mim, foi nesse ponto que a coleção fez mais sentido, pois dava uma impressão maior de “espacial”.
Nesse desfile foi resgatado um pouco da atmosfera “dark” de seu último desfile de inverno, já que o do verão passado foi alegre e colorido, e teve como tema o carnaval. Por mais que tenha sido considerada “perdida” pela maioria da crítica especializada, ainda acho que esse desfile foi uma boa sacada. Com certeza, a Osklen vai saber transformar toda essa informação em uma coleção comercial. (Que eu espero ansiosamente).




Cores: Preto, chumbo, café, verde, lilás, laranja, pink e cru.
Materiais: Feltro de lã, tresset de palha de seda, tricots de lã.
Formas: Quadradas e arredondadas. Os desconstruídos também estiveram bem presentes, principalmente nos tricots e nos tecidos mais fluídos.
Acessórios: Óculos de piloto, touquinha de feltro e botinha de feltro desconstruída.
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