segunda-feira, 8 de março de 2010

Os eleitos da semana de moda de Paris

Jean Paul Gaultier no final de seu desfile dessa temporada, com influências étnicas.

Vem muita coisa nova vindo por aí: É o que se pode concluir vendo os desfiles da semana de moda de Paris. Para a nova década, são propostas novas idéias e novos rumos.
Claro que nessa semana também se viu mais do mesmo, mas até ele foi proposto de forma diferenciada e dentro das tendências que ainda estão e estarão em voga.
Listo e comento aqui os desfiles que foram destaque da semana de Paris, que fecha a temporada outono-inverno 2010.


1-Lanvin: Essa coleção de inverno foi o que a coleção da Balmain foi no inverno passado: Promete virar objeto de desejo. Com uma silhueta prá lá de moderna e com modelos que vestem bem a maioria das mulheres, a Lanvin soube traçar a mulher contemporânea da nova década, cheia de força, atitude e sensualidade. A atmosfera dark ainda impera e os ombros ainda são o centro das atenções.



2-Viktor e Rolf: A dupla do momento conseguiu propor o que muitos queriam: Provar que a roupa pode ser comercial e conceitual ao mesmo tempo. A coleção era composta de roupas transformáveis, e cada modelo na passarela, ao sair, deixava uma peça de roupa nas mãos da dupla de criadores, que iam adicionando as peças a uma modelo que não saía de cena.
No final do desfile, ela parecia um guarda roupa ambulante. A performance foi divertida e com uma proposta totalmente nova, em que a roupa ganha novas funcionalidades.
Nessa temporada em que o realismo e as peças comerciais reinam, Viktor e Rolf conseguiram manter vivo o sonho de moda, tão importante nos desfiles.



3-Pedro Lourenço: Nosso representante brasileiro conseguiu fazer bonito em sua estréia na semana de moda de Paris.
Pedro se inspirou nas características da arquitetura brasileira, principalmente a de Oscar Niemeyer.
O resultado foi uma coleção muito bem executada, com grande criatividade e muito bem comentado pela crítica.
Com certeza, Pedro Lourenço promete ser um dos grandes nomes da moda brasileira, e por que não, da moda mundial.




4-Balenciaga: Esse foi um dos grandes destaques da temporada, onde novas misturas de materiais foram propostos: estrutura com fluído, liso com textura, leve com pesado, tudo isso junto, etc.
Esse poderia ser mais um desfile com tema futurista da grife, mas tudo parece tão presente e tão próximo de nossos dias, que podemos concluir que ao menos na Balenciaga, o futurno já chegou.




5-Jean Paul Galtier: Não houve grandes novidades nessa coleção, onde o estilista resolveu conservar seu estilo (que eu particularmente amooo).
O resultado foi um mix de influências étnicas de várias partes do mundo com toda a sensualidade e exotismo de Gaultier.
As formas eram bem amplas e volumosas, mas aquele espartilho que é marca registrada de Jean Paul (virilha, cintura e busto) foi mantido.




6-Gareth Pugh: O estilto gótico próprio da marca continuou forte, mas sem as influências futuristas de coleções passadas.
O melhor ficou por conta das peças trabalhadas em couro de diversas formas, do corte perfeito acompanhando as formas do corpo e da fluidez na alfaiataria.
Com influências meio japonesas, essa coleção bem que poderia fazer parte de algum figurino do Matrix.




7- Balmain: O glam rock do inverno passado foi transformado em influências imperiais. Ou seja, do preto e prata, passamos para o dourado que reina nessa coleção, seja em bordados, lurex ou jackards. A silhueta típica da Balmain foi mantida, mas os ombros ficaram menos pontudos e mais angulosos.
Embalado por uma música hip hop, referência ao luxo e a ostentação, a Balmain mostra que quer se sofisticar.


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